Matemática, Artes e Programação são assuntos que de certa forma pra mim em diversos aspectos estão intrinsecamente ligados.
Acreditando nisso, escolhi trabalhar com programação de software e tive a sorte de encontrar em um primeiro momento pessoas extremamente talentosas e apaixonadas por aquilo que faziam, essas pessoas acabaram ditando muito daquilo que acredito como sendo a forma correta de se trabalhar com desenvolvimento de softwares.
Refletindo um pouco sobre isso, fico um pouco preocupado pois últimamente tenho observado uma quantidade absurdamente crescente de programadores (chamados por alguns de Code Monkeys) presos a uma rotina imposta pelo pessoal engravatado (pessoal dos bussines), e o que essas pessoas mais desejam é ter uma boa ferramenta de arrastar caixinhas pra lá e pra cá ou um simples copy-paste pra fazer durante o dia inteiro. A famosa rotina #entraga-logo-essa-por%@-de-qualquer-jeito gera uma quantidade absurda de softwares mal feitos e um legado com um futuro tão obscuro quanto a qualidade do código, além é claro de profissionais constantemente insatisfeitos pulando de galho em galho.
Sinceramente a rotina dessas pessoas vai totalmente contra aquilo que acredito e me desaponta muito, elas contrariam a minha principal motivação em ter escolhido a área de desenvolvimento de softwares que são os desafios constantes e aquela sensação boa de deslumbramento e frio na boca do estomago ao se deparar com algo novo e elegante.
As minhas duas últimas leituras me motivaram bastante e me levaram muito a refletir sobre esse aspecto, são duas leituras altamente recomendadas pra quem gosta de fugir um pouco da frente dos livros técnicos:
O Mundo Assombrado pelos Demônios - Carl Sagan
Einsten, O Enigma do Universo - Huberto Rohden
Os dois livros são sobre ciências e abordam um pouco sobre religião de certa forma. Em comum chamam a atenção para o pensamento científico (ou cético) que deve ser uma constante no dia-a-dia de quem trabalha nas áreas das exatas.

Carl Sagan dispensa apresentações, simplesmente é um dos cientistas que mais admiro e todo o trabalho que ele deixou é algo espetacular, a cada obra dele é impossível não refletir sobre diversos assuntos dos mais diversos, a linguagem dele é extremamente simples e acessível e utilizando dessa linguagem ele aborda temas complexos de ciências, física, religião, astronomia e é claro a defesa do pensamento cético de forma magnifica. Pretendo em breve completar a minha coleção das obras dele.
Sobre a obra citada de Huberto Rohden, o autor conviveu com Einsten na mesma faculdade de Princeton durante um breve período, pesquisou muito sobre a vida do gênio matemático e apresenta na obra a sua visão de como Einsten encarava assuntos como religião e matemática por exemplo. É interessante descobrir um pouco sobre a forma como Einsten trabalhava, muito diferente daquela que eu tinha em mente antes de ler a obra.
Deixo por fim algumas frases de Einsten e Carl Sagan, que sempre me marcaram muito e que já são bastante conhecidas também, espero que elas sirvam de inspiração para você assim como servem constantemente de inspiração pra mim:
“Ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimento.” Carl Sagan
“A ciência não é apenas compativel com a esperitualidade: ela é uma profunda fonte de esperitualidade” Carl Sagan
“A ausência da evidência não significa evidência da ausência.” Carl Sagan
“Saber que existe algo insondável, sentir a presença de algo profundamente racional, radiantemente belo, algo que compreendemos apenas em forma rudimentar - é esta a experiência que constitui a atitude genuinamente religiosa. Neste sentido, e neste sentido somente, eu pertenço aos homens profundamente religiosos.” Einsten
“Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade me é revelada.” Einsten
“A coisa mais bela que o homen pode experimentar é o mistério. É esta a emoção que esta na raiz de toda a ciência e arte. O homen que desconhece esse encanto, incapaz de sentir admiração e estupefação, esse já está, por assim dizer, morto, e tem olhos extintos.” Einsten
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